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Com preocupações sérias e de cunho social,
foi lançado o curta-metragem Catálogo de Meninas,
do diretor de animação e cartunista Caó
Cruz Alves. Um dos selecionados pelo edital Prêmio Carlos
Vasconcellos 2001, da Secretaria de Cultura e Turismo, do
Governo do Estado da Bahia, na categoria curta-metragem, Catálogo
de Meninas trata do tema turismo sexual e suas conseqüências
sociais, com humor e uma pitada de non-sense como tempero.
Contando a história de Dalvinha, uma estudante da periferia
que se envolve em uma rede de prostituição devido
às carências sociais e afetivas com as quais
tinha de conviver, o curta usa a metáfora do vampirismo
para dissecar como a engrenagem de violência, pedofilia
e abuso sexual está sugando as meninas do Nordeste
brasileiro. |
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Elaborado e finalizado em um ano e três meses e com
13 minutos de duração, Catálogo de
Meninas usa recursos de animação 2D e 3D para
tecer reflexões sociais, porque, a despeito dos estereótipos,
a animação é uma linguagem válida
e adulta o suficiente para ser o fio condutor de problemáticas
sócio-econômicas, misturando o seu caráter
de jogo e lúdico para propor idéias e buscar
soluções.
Caó Cruz Alves já tem inúmeros prêmios
ganhos na Bahia – primeiro lugar no Festival a Imagem
em Cinco Minutos e de júri popular do Festival da
Imagem em Movimento, ambos em 1998, em Salvador, além
do prêmio Quanta na XXVII Jornada Internacional de
Cinema da Bahia, em 2001 - e pelo Brasil – II Festival
Internacional de Humor, em Recife, 2000, com o filme “O
Sapo” -, e, agora, inaugura, com Catálogo de
Meninas, sua fase mais madura, quando começa a “mexer”
em cinema e com sua linguagem.
Ele pretende, dessa forma, içar velas, cada vez mais,
rumo à profissionalização pelo cinema
de animação, pretendendo criar um grupo de
trabalho para, após mais algumas experimentações
em curtas, partir para a concepção de um longa-metragem
de animação – conseqüência
lógica para quem já cresceu e deu seus firmes
e bem-sucedidos passos animados dentro da imagem em movimento.
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